29 de set de 2011

Casa Vazia (2004)


Título Original: Bin-jip / 3-Iron
Ano: 2004
País: Coréia do Sul
Diretor: Kim Ki-Duk
Gênero: Drama
Elenco: Lee Seung-Yeon, Lee Hyun-Kyoon, Kwon Hyuk-Ho, Ju Jin-Mo

Resultado: Excelente!

Shortbus (2006)

Título Original: Shortbus
Ano: 2006
País: EUA
Diretor: John Cameron Mitchell
Gênero: Drama
Elenco: Sook-Yin Lee, Paul Dawson, Lindsay Beamish, PJ DeBoy

Minha Opinião:

Confesso que não esperava muito de “Shortbus” no sentido drama, pelas imagens, achava que seria um filme com muita pornografia e pouco conteúdo. Entretanto, não foi isso que vi e senti no filme. De fato, sexo explícito demais para o senso comum que aprecia Cinema e muitas vezes a obra pode ser apresentada como polêmica, asquerosa, apelativa e de mau-gosto. Inclusive cenas de sexo homossexuais que podem causar repulsa aos espectadores. “Shortbus” apesar de tudo, não despreza nem um pouco o drama, chega a ter certo peso e emociona, pode até influenciar a tolerância e despudor sexual. Como o próprio diretor dessa obra disse: “A intenção da pornografia é estimular. Aqui tentamos dá valor a vida emocional das personagens. A pornografia desmoralizou o sexo!” Enfim, achei “Shortbus” um filme fantástico, só um pouco antes do final que ficou estranho. Recomendo.

Resultado: Bom.


A Pervertida (2000)

Título Original: Trasgredire
Ano: 2000
País: Itália
Diretor: Tinto Brass
Gênero: Erótico
Elenco: 
Yuliya Mayarchuk (Carla)
Jarno Berardi (Matteo)
Francesca Nunzi (Moira)
Max Parodi (Marion)
Mauro Lorenz (Bernard)
Leila Carli (Nina)
Vittorio Attene (Luca)

Minha Opinião:


Primeiro filme do Tinto Brass que assisto e já me torno um dos muitos admiradores desse polêmico cineasta. “A Pervertida” é um filme dos sonhos, não pelo enredo ou atuação, mas pelo erotismo extremamente vulgar (não sujo) para uma obra de cinema. Chegam a serem lindas as cenas de amor acompanhadas por uma trilha envolvente, não nos fazem chorar, todavia, bem contemplativas; principalmente a cena da praia. Filme muito simples, bastante audacioso, corajoso e desconcertante. Pelo gênero, eu RECOMENDO.

Resultado: Bom.

As Colegiais se Divertem (1986)

Título Original: Las Colegialas se Divierten
Ano: 1986
País: Argentina
Diretor: Fernando Siro
Gênero: Erótico
Elenco: Juan Carlos Altavista, Santiago Bal, Carmen Barbieri, Susana Traverso, Guillermo Francella

Minha Opinião:

Não recomendo! Não tenho muita experiência no gênero Comédia Erótica, mas de todos os filmes que já assistir, esse foi o mais obtuso. Olhando pela capa dessa obra argentina, o filme parece ser mais do que ele é. Película superficial e nem agrada muito nos momentos excitantes. Com a música de fundo, parece que estamos assistindo ao seriado do Chaves ou Chapolin. Reconheço a ousadia que esse filme aborda, pois é polêmico. Deve ter sido um abalo nos anos 80. É risível em algumas partes. Entretanto, não me conquistou.

Resultado: Regular.

28 de set de 2011

Brown Bunny (2003)

Título Original: The Brown Bunny
Ano: 2003
País: EUA
Diretor: Vincent Gallo
Gênero: Drama
Elenco: Vincent Gallo, Chlöe Sevigny, Anna Vareschi, Cheryl Tiegs, Elizabeth Blake, Mary Morasky

Minha Opinião:
Regular, mas que pode ser apreciado ou odiado. Com experiência, nota-se que, qualquer filme por pior que seja, sempre terá alguém que gostará, porque de alguma forma, mexeu com o “pessoal” desse alguém, tirando algo de marcante do filme (mesmo que sejam meros detathes).
Ao assistir “The Brown Bunny” o espectador percebe de primeira, pela fotografia, longas cenas sem cortes, poucos “closes”, poucas falas, músicas às vezes alheias ao momento e em outras vezes bem cadenciadas, que é um filme que não se importa muito com ele, pouco importa o espectador aqui, é do tipo “me assista se quiser”, inexplicavelmente o egocentrismo do Diretor se sobressai na tela, como se fosse um trabalho feito para ele mesmo, pensando em primeiro lugar no agrado dele. Essa impressão é bem confirmada com as curiosidades de “Brown Bunny”.
Apesar de tudo isso, incrivelmente o filme consegue agradar, é preciso estar em um bom momento e tolerante para sentir a missiva dele, sobre a desesperada fuga do passado e tentativa de expiação dos erros que cometeu, mas tudo isso só é revelado no final. Inclusive esse final foi o responsável pela enorme polêmica e o deixou marcado na história dos filmes controversos, a atriz Chlöe Sevigny faz sexo oral de verdade, e explícito.

Alguns não gostam, mas são de fato admiráveis profissionais que são capazes de atitudes assim pela carreira que amam, seja emagrecer ao extremo, beijar outro homem etc. É prova real de dedicação ao que fazem, mesmo fazendo pela polêmica e o destaque. Filmes como “Shortbus”, “A Pervertida” e esse, mesmo com todo o teor sexual, não dão para interpretá-los como produções pornográficas, mesmo a Chlöe Sevigny naquela cena, não dá para compará-la a uma atriz pornô, em nada suja a imagem dela, pelo contrário, pode até engrandecer.
O final com certeza foi um presente, não é todo dia que se ver atriz famosa se expondo assim.

Resultado: Regular à Bom.

26 de set de 2011

Vergonha (1968)

Título Original: Skammen
Ano: 1968
País: Suécia
Diretor: Ingmar Bergman
Gênero: Drama
Elenco: 
Liv Ullmann - Eva Rosenberg 
Max von Sydow - Jan Rosenberg
Sigge Fürst - Filip
Gunnar Björnstrand - Coronel Jacobi 
Birgitta Valberg - A Sra. Jacobi
Hans Alfredson – Lobelius 

Minha Opinião:
Esperava muito mais desse filme, ele começou bem mas foi me desagradando pouco à pouco, uma frustração parecida com a obra "Stalker", já comentado aqui no Blog. Em outro momento faço uma crítica mais detalhada.

Resultado: Regular.






Stalker (1979)

Título Original: Stalker
Ano: 1979
País: União Soviética
Diretor: Andrei Tarkovski
Gênero: Ficção Científica, Suspense
Elenco:
Anatoli Solonitsyn - Escritor
Nikolai Grinko - Cientista
Aleksandr Kajdanovsky - Stalker
Alisa Frejndlikh - Esposa do Stalker
Natasha Abramova - Martha, Filha do Stalker

Minha Opinião:
Um filme regular que exige bastante atenção e paciência do espectador, mas deve-se concordar que aborda temas ecumênicos e que devem ser levados à sério, como a ciência, arte e a fé, principalmente a fé, que de alguma forma é muito tocante. Mas a forma como é trabalhado (mesmo deixando transparecer uma Direção segura) é lenta e cansativa, o cinéfilo precisa estar em alta para admirar essa obra. 




Até mesmo quem esteja em alta tem possibilidade de não gostar de “Stalker”, um filme que é muito aclamado e não sendo tudo isso, se ele é tudo isso, veio da cabeça de quem “viajou” com o filme. No quesito “viagem”, esse trabalho de Andrei Tarkovski cumpre bem a proposta, a sensação de mistério de um lugar desconhecido é bem patente e causa arrepios em algumas cenas, imagens bem fundidas com uma trilha musical melhor ainda, de grande relevância e que merece destaque. Porém, abusa demais desses recursos de “silêncio” e perde o combustível para continuar a “viagem”.
É meio difícil compreender porque “Stalker” é considerado uma “obra-prima” pela maioria.

Avaliação: Regular.


Primavera, Verão, Outono, Inverno e... Primavera (2003)

Título Original: Bom Yeorum Gaeul Gyeoul Geurigo Bom
Ano: 2003
País: Coréia do Sul
Diretor: Kim Ki-Duk
Gênero: Drama
Elenco: Oh Yeong-Su, Kim Ki-Duk, Kim Young-Mim, Seo Jae-Kyeong

Minha Opinião:
Simplesmente um dos melhores filmes que já vi, em outro momento faço uma análise melhor.

Avaliação: Maravilhoso!

Don Juan DeMarco (1995)

Título Original: Don Juan DeMarco
Ano: 1995
País: EUA
Diretor: Jeremy Leven
Gênero: Romance
Elenco: Marlon Brando, Faye Dunaway, Johnny Depp, Géraldine Pailhas

Minha Opinião:

Esperava nada desse filme, achava que era mais um romance piegas, tolo e vergonhoso; mas fui altamente seduzido por essa obra, como a personagem do Marlon Brando diz: “O romantismo de Don Juan é muito contagioso!” Primeiro: Não foge da realidade, encara uma situação do que seria e é quando uma pessoa se comporta diferente, o melhor que é um Don Juan de nossos tempos com a imaginação no passado. 
Segundo: Nos passa a magia desse mundo de amor, desse mundo tempestuoso que é amar desesperadamente uma mulher; nos sentimos convidados a nos entregar a feérica da fantasia de Don Juan, queremos fazer parte disso também. Terceiro: Reconhecemos que estamos vivendo pouco e isso é bem representado pelo psiquiatra, que na verdade serve como “espelho” do espectador, o “normal”, o “com os pés no chão”, que encontra no jovem a sua própria liberdade, provando o genial de Don Juan em seduzir até os homens; nós vemos a nossa imagem refletida nesse “espelho” e logo nos identificamos, de quanto falta magia em nossa vida e que precisamos viver mais, nos entregarmos mais, sem vergonha de sermos felizes. 

Por esses e outros motivos considero esse filme grandiosamente lindo, inspirante, maravilhoso, que talvez entre para minha lista de favoritos. Segue uma trajetória bem simples, nada complicado como nos filmes “cults”. Uma película de grande relevância. No final ainda tem a canção “Have You Ever Really Loved a Woman”, para lavar de vez a alma. Recomendo! 




Avaliação: Excelente!


Jogos do Poder (2010)

Título Original: Krach
Ano: 2010
País: Canadá, Bélgica, França
Diretor: Fabrice Genestal
Gênero: Suspense

Elenco:
Gilles Lellouche - Erwan Kermor
Vahina Giocante - Sibylle Mahler
Joffrey Verbruggen - Tony
Charles Berling - Georges
Michael Madsen - William
Lisa Ray - Sarah
Jason Blicker - Henry
Ivan Fox - Douglas
Graham Cuthbertson - Ken
Frank Fontaine - Arthur Bradigan
Sam Stone - Harold Dune
Lori Graham – Alissa

Minha Opinião:
Um bom filme sobre ações econômicas, mas talvez para aqueles que entendem sobre esse assunto devem achar uma grande "mentira". Mas eu gostei, tem um clima tenso que prende a atenção. Muitos não gostaram, acharam fraco, de baixa qualidade.

Avaliação: Bom.


Lady Vingança (2005)

Título Original: Chinjeolhan Geumjasshi
Ano: 2005
País: Coréia do Sul
Diretor: Park Chan-wook
Gênero: Ação, Drama
Elenco: Choi Min-Sik, Go Su-Hee, Kim Bu-Seon, Kim Byeong-Ok


Minha Opinião: 

Um bom filme que vale a pena ser conferido, até por respeito ao trabalho de Park Chan-wook. Mas é quase inevitável fazer a comparação com os outros anteriores da trilogia, mesmo não tendo conexão histórica, tendo em comum só o tema. “Lady Vingança” tem um excelente enredo, porém, quem já viu os primeiros da revanche, sentirá falta de um ingrediente de muita importância. Os anteriores, mormente “Old Boy”, acertarem em cheio na lapidez, prendendo a atenção e não deixando cair na monotonia, “Lady Vingança” parece não usar esse recurso, parece engraçado, mas dá à sensação que trata-se de um filme com clima pós-guerra, um drama de passos lentos, não que seja desinteressante, entretanto, a sedução (embora feminina) fica bem aquém. Nesse filme só faltou mesmo a lapidez, pois o restante é excelente. 


Pergunta: Por que “Lady Vingança” ficou tão distinto dos outros da trilogia? Seria a vingança feminina? Que elas agiriam de maneira menos brutal e ao mesmo tempo mais doce, com mais rosas, com mais sensibilidade? Ficaria menos realista se criasse a imagem de mulher brutal, monstruosa, feia ou aquela que nunca perde a beleza e paradoxalmente destruída por dentro? Deveria ter uma "pintada" de "Old Girl". Porém, é mil vezes melhor que certas produções por aí, é só um "menor" do Park. Também perdeu um pouco do dinamismo. Vejam...

Old Boy (2003)

Título Original: Oldboy
Ano: 2003
País: Coréia do Sul
Diretor: Park Chan-wook
Gênero: Suspense
Elenco: Choi Min-sik, Yoo Ji-tae, Gang Hye-jung, Chi Dae-han

Minha Opinião:
Uma grande engenharia cinematográfica, brutal, emocionante, excelente em todos os sentidos. Um filme que beira a perfeição! Digno de entrar para a lista de favoritos de qualquer cinéfilo.
À princípio, quando vi as primeiras imagens de “Old Boy”, geralmente o Oh Dae-su com o cabelo mau tratado e um sorriso assustador (ver imagem abaixo), como também a cena que ele devora uma criatura viva, achava que o tema principal do filme a ser tratado seria a loucura, a alucinação; assim como o título, “velho garoto” com sérios problemas de cabeça. Sei que foi cômico isso que achei, aliás, quem souber de filmes com essa temática, por favor, me avise.
De toda forma, mesmo que o Oh Dae-su não fosse um doente mental como pensei, a obra me surpreendeu em tudo, em tudo mesmo, acho que nunca vi tanta maestria e uma direção tão confiante. Não há como negar, “Old Boy” é uma obra-prima, um filme genial.
Já vi toda a Trilogia da Vingança de Park Chan-Wook e como a maioria acho que "Lady Vingança" ficou aquém dos anteriores. Outros também disseram que “Mr. Vingança” é mais complexo que “Old Boy”, porém, não achei isso. “Simpatia Pelo Sr. Vingança” é maravilhoso, mas esse é mais complicado, tive que fazer um grande esforço para não ficar perdido e mesmo assim fiquei um pouco, nada grave, uma revisada dará o recado.
Esse filme mexeu comigo e não consigo pensar que foi só uma simples história de vingança, em minha opinião, “Old Boy” vai além, mesmo que alguns não concordem comigo. Recomendo.

Resultado: Excelente!

Mr. Vingança (2002)





Título Original: Boksunen Naui Got
Ano: 2002
País: Coréia do Sul
Diretor: Park Chan-wook
Gênero: Ação, Drama
Elenco: Song Kang-Ho, Shin Ha-Kyun, Bae Du-Na, Lim Ji-Eun


Opinião: 
Um filme fora do comum, original, com cenas fortes e bem construídas, simplesmente fantástico e com muitos diferenciais; fugitivo de um clichê comum do final feliz, causando uma sensação enorme de solidão e desesperança. A frieza e a dor, tanto no corpo como na alma, parecem sair da tela e nos tocando como uma suave brisa, porém, nada agradável; uma palavra para essa obra: Visceral. Não no sentido de abusar de imagens para chocar, mas saber os momentos certos de apresentá-las e isso o Park Chan-Wook soube fazer muito bem, que Mestre. Todos os atores estão magníficos, principalmente o Song Kang-Ho (o empresário), com uma atuação de muito respeito. Película maravilhosamente recomendada para quem é fã de Cinema.





A Órfã (2009)

Título Original: Orphan
Ano: 2009
País: Canadá, França, Alemanha, EUA
Diretor: Jaume Collet-Serra
Gênero: Terror, Suspense
Elenco: Vera Farmiga, Peter Sarsgaard, Isabelle Fuhrman, CCH Pounder

Minha Opinião:
Um bom filme de terror / suspense, merecendo acessibilidade e respeito. Tem clichês? Sim, lógico; é até difícil encontrar algo 0% clichê, acho que isso estar até quase em extinção. Em meu modo de ver, o que mais me marcou nesse filme foi a atuação do elenco infantil, as crianças são as grandes protagonistas nesse longa, deixando os adultos em 2° plano, mormente com o talento evidente da Isabelle Furhman, que é a principal personagem das principais personagens em “Orphan”. Destaco também a Aryana Engineer, a surda-muda, passando um realismo plausível de uma criança pacata, ingênua, frágil; o olhar de medo que ela fazia para a Esther era algo de muita comoção. Também fiquei sabendo que ela é deficiente auditiva na vida real. 






Alguns reclamaram do gênero, por ter pouco terror (ou nenhum), dando maior ênfase ao suspense. Mas a ideia que tenho de terror é que filmes com esse gênero não precisam necessariamente ter eventos sobrenaturais ou de monstros, porém, que exponha a maldade (talvez um pouco maniqueísta) pertubadora, chocante. E esses quesitos existem claramente em “A Órfã”, junto com o suspense da identidade da “garota”. Por essas razões, acredito que “A Órfã” teve mais terror que suspense, acho até que o suspense desse filme não é tão forte, pois tem uma história muito simplória, pesando mais para a crueldade, o final que engana mais para o suspense; de toda forma, é uma obra muito bem equilibrada e dirigida; com um bom diferencial.

21 Gramas (2003)

Título Original: 21 Grams
Ano: 2003
País: EUA
Diretor: Alejandro González-Iñárritu
Gênero: Drama
Elenco: Sean Penn, Benicio Del Toro, Naomi Watts, Charlotte Gainsbourg, Danny Huston

Minha Opinião:
Assisti ao filme achando que era do Steven Soderbegh, mas foi só um erro por ler informações do Benicio del Toro. Pelo título do filme e pelos rápidos comentários que lia de ser um filme perturbador, achava que seria mais um de viciados, algo tipo 21 gramas de maconha, 21 gramas de pó (como se algum drogado fosse consumir apenas 21 gramas, rsrs!!), todavia, não é bem assim, embora tenham dependentes químicos, não chegam a serem o foco principal. Enfim, a obra foi tudo aquilo que esperei: Surpreendente. Estranhei o abuso dos cortes não lineares, via um ator fazendo uma personagem e já em outra cena estava fazendo uma diferente; fiquei ligado nisso e tentando encontrar um propósito, até cheguei a pensar que eram personagens distintos interpretadas pelos mesmos artistas (de alguma forma chegam até serem, para mostrar como as pessoas podem mudar no decorrer de suas vidas), mas eram os mesmos papéis em fases distantes ou próximas. 
Naomi Watts e Sean Penn

Charlotte Gainsbourg e Sean Penn 
É perigoso fazer película nesse estilo pois aparenta que tudo estar fora de ordem e pode soar provocativo ao espectador, como fazer algo propositalmente complicado para demonstrar intectualismo, um truque para enganar. Apesar de tudo isso, não achei que “21 Gramas” aproveitou esses recursos para parecer ser o que não é, muito pelo contrário, foi genial a forma como foi contada a história, tentando ser fiel a complexidade e beleza dos mistérios da vida. Porém, Cinema é uma coisa engraçada, ou melhor, a crítica de filmes é algo cômico: Se é simples, é pipocão; se é complicado, é desnecessário ou pretensioso.
Alguns disseram que o Sean Penn estar melhor nesse que em “Sobre Meninos e Lobos”, também acho o mesmo; “21 Gramas” exigiu mais de seu talento. Benicio del Toro e Naomi Watts dão um SHOW!

Voltando ao assunto linearidade, embora eu tenha adorado esse recurso, concordo que deve incomodar alguns principalmente pela impressão de não ser necessário, mas eu gostei, me deixou atento. O final é grandioso, é epifânico.
“21 Gramas” é um filme de respeito e RECOMENDO muito, entretanto, nada convencional.

Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles (2011)

Título Original: Battle: Los Angeles
Ano: 2011
País: EUA
Diretor: Jonathan Liebesman
Gênero: Ficção Científica
Elenco: Aaron Eckhart, Michelle Rodriguez, Michael Peña, Bridget Moynahan

Minha Opinião:
“Bomba”. Nossa, que grande BOMBA ATÔMICA. Para mim, o problema de filmes do tipo é que não me encantam mais, tão fora da realidade que não mais me envolvem. Aliás, todos nós que já gostamos de filmes assim (mesmo ainda gostando um pouco), sentimos que perderam o brilho, sentimos a falta da emoção e do medo de morrer, tudo devido a falta de competência do roteiro. “Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles” é um filme para os mais tolerantes, os que ainda não perderam a sensibilidade para esse “brilho” nas telas, tanto pela ficção, explosões, tiros e adrenalina. 
Confesso que fui gostando do início, porém, o longa passou a escorregar em muitos quesitos e querendo nos passar sentimentos sem antes nos preparar e nos apresentar. Outro problema também é que o “Marketing” auxilia no crescimento de obras assim e filmes excelentes que passam despercebidos pelo grande público parecem que sempre serão desconhecidos pela maioria. 

Não me interpretem mal, todavia, adoraria ver umas crianças explodindo nesses filmes; é de cansar que as personagens infantis sempre levem a melhor, como se fossem as abençoadas, as puras que têm obrigação em sobreviver; produtores, acabem com esse clichê barato. Crianças na realidade sofrem com muitas tragédias.
Para quem estar acostumado com o mundo cinematográfico, absolutamente não recomendo esse filme, ele consegue ter muita ação e pouco entretenimento; e outra: sem coração, mesmo protegendo as criancinhas.





Ip Man - Nasce uma Lenda (2010)

Título Original: Ip Man – The Legend is Born
Ano: 2010
País: China
Diretor: Herman Yau
Gênero: Ação, Artes Marciais
Elenco:
Yu-Hang To - Ip man
Siu-Wong Fan - Ip Tin Chi
Sammo Hung Kam-Bo - Chan Wah-shun
Huang Yi - Cheung Wing-shing
Rose Chan - Lee Mei-wai
Rose Chan - Li Mei Wai
Ip Chun - Leung Bik
Hins Cheung – Cho

Minha Opinião:

Um bom filme para o gênero, mas acho que eles ainda não encontraram uma excelente forma de unir Artes Marciais e Drama. No quesito coreografia de luta, daria nota 8, pois notei alguns efeitos que não caíram bem dando um tom artificial, entretanto, é bem agradável e inspirante. Este “Ip Man” é o terceiro dos dois anteriores estrelados pelo artista marcial Donnie Yen, não é continuação e sim conta o que ocorreu antes, como a infância e juventude do mestre. O ator Yu-Hang To (que esteve em “Ip Man 2” como um discípulo rebelde que caça briga com o principal pupilo de Ip Man) faz muito bem o papel do jovem mestre, quase se compara ao Donnie Yen, aliás, ambos são bem parecidos em semblante. Adoro a invencibilidade do Mestre em seus dois filmes anteriores, mas quem deseja vê-lo apanhar um pouco, assista esse. Um detalhe que tem me incomodado um pouco é a expressão pavorosa dos chineses quando ficam alterados, eles geralmente colocam uma mão na cintura e com a outra sacodem como se estivessem apontando para algo, gritando e falando extremamente rápido; ficam bem caricatos e enjoados. Outro também é a presença dos mesmos artistas dos filmes I e II fazendo papéis diferentes, ficou algo meio forçado; será que eles não tinham outras opções?

Enfim, “Ip Man – Nasce Uma Lenda” não é grande coisa, mas vale a pena ser visto para quem gosta de Artes Marciais, dá uma boa motivação a treinar.

Cena do Filme:



O Grande Mestre 2 (2010)

Título Original: Ip Man 2
Ano: 2010
País: China
Diretor: Wilson Yip
Gênero: Ação, Artes Marciais
Elenco: Donnie Yen, Lynn Hung, Simon Yam, Sammo Hung Kam-Bo

Minha Opinião:
Se não viu ao filme, melhor não ler meu comentário, pois tem alguns "Spoilers".
Não sei se a coreografia de luta foi dirigida por Sammo Hung, mas parece que ele adora colocar efeitos de saltos anti-gravitacionais em filmes de Kung Fu, tanto é que tirou a seriedade da “película”.
Não gosto de depreciar, ridicularizar filmes, mas a luta sobre a mesa se tornou uma “grande palhaçada”. Tinha alguma necessidade do salto balão do Mestre Hung (Sammo Hung)? Totalmente um filme como os de Jet Li em seu Wong Fei Hung, habilidades delirantes demais. Sou super fã do “Kung Fu Dragon Ball Z”, pois estimula a imaginação. Entretanto, esperava que essas técnicas não existissem em Yip Man, queria algo mais Ong Bak ou Police Story do Jackie Chan, honestidade pura, sem efeitos, por menores que sejam. Achei também muito desproporcional, os intocáveis Sifus, os que se equilibram incrivelmente sobre uma mesa bamba, dando saltos espetaculares, apanharem para um pilantra, indisciplinado, descarado, safado, otário, inescrupuloso boxeador ocidental, que a força muscular nem se comparava as perícias dos mestres chineses. Odiei ver o grande mestre Yip Man apanhar para um otário daquele. Logo o Mestre Yip Man, o imbatível. Se quisessem fazer algo realista, que tirassem as mentiras das lutas sobre a mesa. Bem, apesar de tudo isso, o filme é muito bom e recomendo.

Cena do Filme:



O Grande Mestre (2008)

Título Original: Ip Man
Ano: 2008
País: China
Diretor: Wilson Yip
Gênero: Ação, Artes Marciais
Elenco: Donnie Yen, Simon Yam, Siu-Wong Fan, Ka Tung Lam

Minha Opinião:

RECOMENDO! Mesmo Diretor de “Flashpoint”. O filme que elevou a carreira de Donnie Yen a um nível respeitável. Mostrando que filmes de Kung Fu também podem ter conteúdo. “O Grande Mestre” é baseado em fatos reais, sobre a vida do mestre de Bruce Lee. Mas não achei as lutas tão honestas como muitos comentaram, tinham sim, em alguns momentos os efeitos das cordas, eram até bem visíveis as flutuações; fora isso, os combates são sensacionais e não precisavam desses truques; tanto é que o Yip Man ficou muito parecido com o mestre Wong Fei Hung do Jet Li. O supremo e intocável. Entretanto, apesar de todos esses pontos negativos, o filme é excelente.

Cena do Filme:

Flashpoint (2007)

Título Original: Dao Huo Xian /ou/ Dou fo sin
Ano: 2007
País: China
Diretor: Wilson Yip
Gênero: Ação, Artes Marciais
Elenco:
Donnie Yen - Det. Sgt. Ma Jun
Louis Koo - Wilson
Collin Chou - Tony
Ray Lui - Archer Sin
Bingbing Fan - Julie
Kent Cheng - Inspector Wong
Yu Xing - Tiger

Minha Opinião:

RECOMENDO! Umas informações dizem que o título em chinês é “Dao Huo Xian” e outros afirmam ser “Dou Fo Sin”. Todavia, é mais conhecido como “Flashpoint” em sua versão norte-americana. O bom desse filme é que ele começa com uma cena de luta em um ringue de boxe, um policial prendendo um bandido. Depois disso o filme só foca o enredo, deixando a ação intensa quase no final, daí em diante só cenas de luta de tirar o fôlego. Donnie Yen é o cara. Outro ponto forte de “Flashpoint” é sua fotografia excelente.

Cena do Filme:

25 de set de 2011

Che (2008)

Título Original: Che: Part One
Ano: 2008
País: França, Espanha, EUA
Diretor: Steven Soderbegh
Gênero: Drama
Elenco: Benicio Del Toro, Rodrigo Santoro, Oscar Isaac, Demián Bichir, Julia Ormond

Minha Opinião:
Assisti esperando que seria com um estilo de direção que me agradaria e muito, porém, me decepcionei na mesma proporção. O filme começou bem, mas foi perdendo ritmo, ficando cansativo, nada convincente, didático moralista. Benicio del Toro está excelente, até gostei do Rodrigo Santoro falando espanhol, mas a forma como “Che” foi conduzido me desanimou muito, será que não existia outra forma mais excitante de contar essa história de revolução? Estou até com a 2° parte, entretanto, sem coragem de ver. Acredito que o maior problema dessa obra de Steven Soderbergh é insistir nas conversas internas do grupo rebelde sem possuir um “estímulo” entre elas (mas como persuasão para nos manter ligados). Resultado: Exaustivo de doer. NÃO RECOMENDO. 


Onde os Fracos Não Têm Vez (2007)


Título Original: No Country for Old Men

Ano: 2007

País: EUA

Diretor: Ethan Coen, Joel Coen

Gênero: Drama

Elenco: Tommy Lee Jones, Javier Bardem, Josh Brolin, Woody Harrelson

Minha Opinião: 
Grandioso filme, recomendo. Assim como “Sangue Negro”, é de gostar ou odiar. Em outro momento faço um comentário melhor.







Cena do Filme:

Sangue Negro (2007)

Título Original: There Will Be Blood



Ano: 2007


País: EUA


Diretor: Paul Thomas Anderson


Gênero: Drama


Elenco: Daniel Day-Lewis, Paul Dano, Kevin J. O'Connor, Ciarán Hinds, Dillon Freasier



Minha Opinião:
Excelente filme, grandes atuações, é do tipo que se gosta ou se odeia. Depois faço um comentário melhor.

Cena do Filme:


Sexo, Mentiras, e Videotape (1989)

Título Original: Sex, Lies, and Videotape 
Ano: 1989
País: EUA
Diretor: Steven Soderbergh
Gênero: Drama
Elenco: James Spader, Andie MacDowell, Peter Gallagher, Laura San Giacomo

Minha Opinião: 

Finalmente vi esse filme e gostei. Esperava que seria um abuso absurdo de erotismo, mas nada disso ocorre, dando lugar aos sentimentos, com cenas decentes. Não é espetacular ou que mereça grande destaque, mas sim um trabalho bem feito. Fala das frustrações que as pessoas encontram em suas vidas sexuais e a melhor forma de resolvê-las é si entregar de corpo e alma.
Bom filme, mas longe de uma obra-prima.





Cena do Filme:



A Maior História de Todos os Tempos (1965)



Título Original: The Greatest Story Ever Told
Ano: 1965
País: EUA
Diretor: George Stevens
Gênero: Épico / Drama / Religioso
Elenco: 
Max von Sydow - Jesus
Michael Anderson Jr. - O jovem Jaime
Carroll Baker - Veronica
Ina Balin - Marta de Betânia
Pat Boone - Jovem na tumba
Victor Buono - Sorak
Richard Conte - Barrabás
José Ferrer - Herodes Antipas
Van Heflin - garçom na taverna
Charlton Heston - João Batista
Martin Landau - Caifás
Angela Lansbury - Claudia
Janet Margolin - Maria
David McCallum - Judas Iscariotes
Roddy McDowall - Mateus
Dorothy McGuire - Virgem Maria 



Minha Opinião: 

Longo e cansativo. A sinopse engana total, o filme não é ruim, mas não é tudo isso. É só uma película bíblica de nível normal, difícil entender toda a glória desse obra.
"Jesus de Nazareth" com o Robert Powell tem mais de 4 horas de duração, porém, é bem melhor e menos cansativo que esse.

Leiam a sinopse:

Prepare-se para conhecer a saga de um jovem carpinteiro, que ensinou os homens, ajudou os necessitados e sacrificou sua própria vida para salvar a humanidade de seu pecados. Esta é a vida de Jesus de Nazaré, desde seu nascimento, as pregações, até sua crucificação e ressureição. Um filme magnífico, tratado com reverência, percepção artística e admirável comando, este glorioso épico é uma diversão inspiradora, produzido com grandiosidade, e em sua versão restaurada à sua máxima qualidade cinematográfica, com intervalo e abertura preservados, esta é realmente "A Maior História de Todos os Tempos" produzido com grandiosidade ao custo de US$20 milhões - uma quantia imensa na época - e com cinco indicações ao Oscar.

Não vi tudo isso... Destacou-se talvez só pelo orçamento mesmo.


Desejo e Reparação (2007)

Título Original: Atonement
Ano: 2007
País: Inglaterra
Diretor: Joe Wright
Gênero: Drama
Elenco: James McAvoy, Romola Garai, Saoirse Ronan, Juno Temple


Minha Opinião:

“Desejo e Reparação” é um grande filme, um dos melhores que já vi e estar na minha lista de filmes favoritos. Mas só agora que revi, pude notar um detalhe que talvez tire o brilho (não em total) de “Atonement”.

Cuidado! SPOILER: 

A cena em que a Briony Tallis (13 anos) vê a irmã Cecilia com Robbie pela janela. Antes disso, ela estava ensaiando uma peça com outras crianças, porém, elas não quiseram mais e saíram para brincar; os gêmeos vão à procura de Cecilia para pedir permissão. Enquanto isso a Briony anda até a janeja (ainda dá para ouvir os gritos dos gêmeos chamando a Cecilia) e já se depara imediatamente com a irmã (quase despida, o que causa susto) com o Robbie.
O que acontece na 2° versão destrói com essa cadência. Pois a Cecilia dá permissão aos gêmeos, pega um jarro de flores etc; depois se encontra com o Robbie e eles vão conversando até o local em que a Briony os vê; e nisso eles demoram muito.

DETALHE: Perceberam que na 1° versão em que os gêmeos chamam por Cecilia e a Briony em poucos segundos já vê ela molhada e quase pelada com o Robbie? E demora absolutamente NADA... Algo que não acontece na 2° versão.

SEM SPOILER:
Perceberam a falta de sincronia entre a 1° e 2° versões? Aliás, digo “versão” como forma de explicar em ângulos diferentes a mesma cena. O que a 1° mostra ser uma coisa (algo bem sexual, safado), a 2° explica ela e mostra que era nada daquilo que a gente estava pensando no inicío.
Enfim, aguardo explicações dos outros cinéfilos.
Outra coisa, se foi um erro de edição da película, ela em nada contribui em prejudicar o roteiro da obra, é um detalhe que não faz muita diferença no contexto geral. Mas não gostei muito de notar isso, espero que apareça alguém para derrubar esse meu argumento e que "Desejo e Reparação" volte ao seu Status de PERFEITO para mim.