24 de out de 2011

I'm a Cyborg, But That's OK (2006)

Título Original: Saibogujiman Kwenchana
Ano: 2006
País: Coréia do Sul
Diretor: Park Chan-wook
Gênero: Comédia Romântica
Elenco: Lim Su-Jeong, Rain, Choi Hie-Jin, Kim Byeong-Ok

Opinião:
Afirmar sobre a proposta de quem criou a obra sem antes conversar com o próprio ou saber em alguma entrevista, apenas por observar, é uma atitude audaciosa e arriscada. Considerar filmes tentando compreender o ponto de vista do autor, o “eu acho” ou “eu esperava que fosse” torna-se bastante vulgar e egoísta; esses sentimentos ficam superficiais e desconcertantes, pois não são amigos da verdade. Mas, o que de fato é opinião pessoal sobre um filme? Compreender Cinema com esse método obsessivo é perigoso para o prazer individual.

Park Chan-wook é um extrator de camadas, um parasito observador, ele penetra e vai extraindo pouco à pouco e nisso revela-se muitos detalhes, muitas linguagens figuradas, ora criando identificação, ora estranheza; junto a uma belíssima fotografia e atuações soberbas. Talvez esse seja o principal gênio do cineasta, o seu ponto mais forte. Porém, esses recursos podem não satisfazer a todos, pois são longos e detalhistas, causando uma confusão enorme. Entretanto, todos devem concordar em algo, suas maluquices são magistralmente geniais e únicas.


“I’m a Cyborg, But That’s Ok” é uma odisséia na imaginação de criaturas tão singulares, de pessoas que criaram para si um mundo paralelo, um mundo ao qual não existem limitações. Apesar do gênero “comédia romântica”, não dá muito bem para definir esse filme, muitos comentaram que fala de uma história de amor, todavia, não é bem o clima. Não dá para sentir que as personagens estão apaixonadas, apenas que criaram uma sincera, inocente amizade, mesmo com beijos ou sexo.

Resultado: De bom à excelente!

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