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21 de out. de 2011

Casablanca (1942)

Título Original: Casablanca
Ano: 1942
País: EUA
Diretor: Michael Curtiz
Gênero: Drama
Elenco: Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, Paul Henreid, Claude Rains.

Opinião:

Atenção! Não se impressionem por “Casablanca” estar em 1° lugar entre os maiores filmes românticos, vencendo uma lista quilométrica de mais de 100 obras do gênero. Romance no Cinema lembra emoção, pranto. Se vocês assistirem “Casablanca” achando que terá aquele sentimentalismo sufocante, poderão terminar muito decepcionados e perguntarão: Por que é considerado tudo isso?

Talvez essa confusão se dê porque o romantismo desse filme é mais elevado do que propriamente é, de romance pouco tem, é drama e político; também servindo como um seco plano de fundo para uma boa história de amor. A maior ênfase mesmo é a parte dos diálogos, muito inteligentes e criativos, o elenco está ótimo, inclusive o coadjuvante; a rivalidade(?) amigável entre os dois homens que amam a mesma mulher, a compostura e a precisão de caráter deles é algo exemplar, principalmente o final, digno de grandes homens.


Um bom filme que parece que tiveram alguns problemas em sua produção e tudo foi feito com muita pressa, se não fosse isso, talvez ficasse ainda melhor. De toda forma, conseguiu virar um Clássico insubstituível. Mas...

Resultado: Bom.

18 de out. de 2011

Sem Destino (1969)

Título Original: Easy Rider
Ano: 1969
País: EUA
Diretor: Dennis Hopper
Gênero: Aventura
Elenco:
Peter Fonda (Wyatt)
Dennis Hopper (Billy)
Jack Nicholson (George Hanson)
E outros.

Opinião:

Um bom e democrático filme, que é considerado um clássico. Talvez porque o tema que é tratado ainda seja muito atual, mas não tão forte como na época. O preconceito era demais, um terror. Quem viveu naquele tempo sabe muito bem a importância dessa obra, o impacto que ela causou, deve ter feito muita gente pensar, muita gente mesmo.

Pontos negativos? Nada demais, pois cumpriu cuidadosamente o que pretendia, pelo menos eu acho. Talvez um pouco pela expectativa, esperando que acontecesse algo mais chocante durante a história, alterna entre a polêmica, humor, contemplação (mormente das belas paisagens) e às vezes tudo isso é pouco arrastado. Porém, com certeza a cena do cemitério e o final corrigem tudo, olha, SEM PALAVRAS! Inclusive essa visceral cena do cemitério merece uma autópsia digna! Nem mesmo “Réquiem Para um Sonho” traduz tão bem as sensações que um entorpecente causa, em minha opinião foi GENIAL.


Essa parte da película mostrou, escolhendo um melhor lugar que representa a morte, para dizer simbolicamente que a própria liberdade pode ser trágica e ela nada tem haver com uso de drogas.
E de facto, o que ela realmente quis dizer? Vai além de um efeito narcótico? E aqueles cortes brutos e repetidos, o que eles significavam? Eram visões, intuições ou um recurso da direção? Percebe-se que “Sem Destino” deixa muitas perguntas para um bom debate.
Interessante ver o diretor contracenando, ainda mais por não escolher para si o melhor papel. Entretanto, o que deu um gás extra foi a presença do Jack Nicholson, ótimo como sempre. Um bom filme.

Avaliação: Bom.

15 de out. de 2011

A Bela e a Fera (1991)

Título Original: Beauty and the Beast
Ano: 1991
País: EUA
Diretores: Gary Trousdale, Kirk Wise
Gênero: Animação, Romance, Fantasia
Elenco:
Paige O'Hara (Bela)
Bobby Benson (Fera)
Richard White (Gaston)
Jerry Orbach (Lumiere)
David Ogden Stiers (Cogsworth / Narrador)
Angela Lansbury (Sra. Potts)
Bradley Pierce (Chip)
Rex Everhart (Maurice)
Jesse Corti (LeFou)
Hal Smith (Philippe)
Jo Anne Worley (Wardrobe)
Mary Kay Bergman (Bimbette)


Opinião:

“A Bela e a Fera” inaugurou bem a indicação ao Oscar de Melhor Filme para uma animação, pois foi o primeiro desenho a conseguir essa façanha. Quem assiste realmente entende o porque.
Clássico por vários motivos, o primeiro deles é devido a sua qualidade, a performance musical, capaz de marcar uma geração, e realmente marcou. Destaque enorme para a belíssima trilha composta por Alan Menken e Howard Ashman, cujo nome é o próprio título dessa primorosa pérola, uma obra-prima.

O Mundo Fantasia de “Beauty and the Beast” é grandioso de tão envolvente, uma enorme sensação de conforto e paz é encontrada ali, o clima sombrio, romântico, luz de vela, mistério, é de uma sensibilidade singular (dá uma boa vontade de ver em uma noite fria, no escuro do quarto e tomando um café bem quente. Possivelmente a maioria sente o mesmo).

Voltando a parte da sequência musical, talvez o que deixou a desejar foi a nova versão que ingressaram ao filme, chamada “Humano Outra Vez”. Bem patente que ficou aquém do produto original, tanto a canção como a coreografia, totalmente desnecessário esse acréscimo, tirou um pouco do brilho, porém, nada grave. Sem contar que essas animações da Disney são caçadas pelos fanáticos religiosos, dizendo que são obras de Satanás: Amam o mal e odeiam quem quer matar o mal.

Emocionante!

Enfim, “A Bela e a Fera” é um dos melhores trabalhos em animação já produzidos, recomendado para todas as crianças. Para quem não gosta de filmes dublados, deve reconhecer que nesses casos a dublagem é bem-vinda, pois as crianças ainda precisam do idioma familiar para construírem sentimentos, além delas ainda não terem habilidade de ler rápido. Repetindo: nesses casos a dublagem torna-se algo necessário e oficial. Entretanto, cinéfilo adulto ainda vendo filme dublado, oras, ainda faltas profissionalismo (Risos! Brincadeira!). 

Avaliação: Excelente.

Este vídeo é interessante porque tem todas as versões mais populares da música tema. Vale à pena conferir:






8 de out. de 2011

O Iluminado (1980)

Título Original: The Shining
Ano: 1980
País: EUA
Diretor: Stanley Kubrick
Gênero: Terror, Suspense
Elenco:
Jack Nicholson (Jack Torrance)
Shelley Duvall (Winifred "Wendy" Torrance)
Danny Lloyd (Danny Torrance)
Scatman Crothers (Dick Hallorann)
Barry Nelson (Stuart Ullman)
Philip Stone (Delbert Grady)
Joe Turkel (Lloyd)
Anne Jackson (Doutora)
Tony Burton (Larry Durkin)
Barry Dennen (Bill Watson)

Opinião:
O iluminado mesmo foi o Jack Nicholson com sua performance insana, autodestrutiva e visceral, despertando para um realismo notável de uma pessoa profundamente perturbada e paradoxalmente carismática, sem dúvida, em “O Iluminado”, o Jack brilhou e roubou a cena de todo o elenco.
Shelley Duvall, mesmo bastante exigida e mau recebida pela crítica da época, fez bem o papel de uma mulher frágil e desesperada, sua beleza exótica em momentos de conflito só engrandeceu o filme. O garoto Danny Lloyd é outro que chama bastante atenção, não só pelo rosto angelical, mas também pela característica inocente e dotada que passou perfeitamente (talvez nem tivesse a intenção, pois é qualidade natural de crianças nessa fase, mesmo assim merece destaque, porque atuar não é fácil).
Até o próprio Hotel junto com a maravilhosa trilha sonora parecem ser personagens unidas e separadas em alguns instantes, sentimos que elas “falam” com o espectador e obviamente o cenário conversa com o elenco, bem evidente com o Jack. A música desse filme é grandiosa, hipnotizante, exibindo um genuíno clima tenso de mistério e terror.

Alguns detalhes que talvez incomodem essa obra do Stanley são alguns erros na cena (supostamente propositais), como o do helicóptero e da parte do machado na porta. Outro detalhe, que vai além das filmagens, é a questão racial que pode passar despercebida. CUIDADO, SPOILER: A morte do iluminado negro soou bem incoerente, logo ele que tinha os mesmos talentos do menino e por ser a única morte no filme. Por que justamente um negro? Até o nome da personagem é cômico (Dick = apelido em inglês do órgão sexual masculino). Ou seja, deram um papel importante a ele e depois saciaram o proconceito norte-americano, alimentando o prazer de ver um negro se dá mau. Enfim, foi só uma impressão, pode ser que tenha verdade no fundo.
Total exagero o Framboesa de Ouro de Pior Diretor a Stanley Kubrick, é difícil entender a razão dessa “vitória”, talvez por algumas razões citadas acima. Talvez a revolta do escritor Stephen King motivada pela falta de fidelidade do filme, pesou nas costas do cineasta. Felizmente as críticas pouco surtiram efeito, pois “O Iluminado” se tornou um dos maiores clássicos do Cinema.


Avaliação: Excelente!

26 de set. de 2011

Old Boy (2003)

Título Original: Oldboy
Ano: 2003
País: Coréia do Sul
Diretor: Park Chan-wook
Gênero: Suspense
Elenco: Choi Min-sik, Yoo Ji-tae, Gang Hye-jung, Chi Dae-han

Minha Opinião:
Uma grande engenharia cinematográfica, brutal, emocionante, excelente em todos os sentidos. Um filme que beira a perfeição! Digno de entrar para a lista de favoritos de qualquer cinéfilo.
À princípio, quando vi as primeiras imagens de “Old Boy”, geralmente o Oh Dae-su com o cabelo mau tratado e um sorriso assustador (ver imagem abaixo), como também a cena que ele devora uma criatura viva, achava que o tema principal do filme a ser tratado seria a loucura, a alucinação; assim como o título, “velho garoto” com sérios problemas de cabeça. Sei que foi cômico isso que achei, aliás, quem souber de filmes com essa temática, por favor, me avise.
De toda forma, mesmo que o Oh Dae-su não fosse um doente mental como pensei, a obra me surpreendeu em tudo, em tudo mesmo, acho que nunca vi tanta maestria e uma direção tão confiante. Não há como negar, “Old Boy” é uma obra-prima, um filme genial.
Já vi toda a Trilogia da Vingança de Park Chan-Wook e como a maioria acho que "Lady Vingança" ficou aquém dos anteriores. Outros também disseram que “Mr. Vingança” é mais complexo que “Old Boy”, porém, não achei isso. “Simpatia Pelo Sr. Vingança” é maravilhoso, mas esse é mais complicado, tive que fazer um grande esforço para não ficar perdido e mesmo assim fiquei um pouco, nada grave, uma revisada dará o recado.
Esse filme mexeu comigo e não consigo pensar que foi só uma simples história de vingança, em minha opinião, “Old Boy” vai além, mesmo que alguns não concordem comigo. Recomendo.

Resultado: Excelente!