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28 de out. de 2011

O Hospedeiro (2006)

Título Original: Gwoemul
Ano: 2006
País: Japão, Coréia do Sul
Diretor: Bong Joon-ho
Gênero: Terror
Elenco: Song Kang-ho, Byeon Hie-bong, Park Hae-il, Bae Du-na

Opinião:
“Gwoemul”, filme sul-coreano, de Bong Joon-ho, tem seu início marcante e naqueles padrões das obras-primas asiáticas, dando muitas esperanças de ser mais um diferencial do gênero. Mas não se mantém no ritmo e perde quase tudo aquilo que conquistou, piorando ainda mais por ser do mesmo cineasta do excelente “Madeo”, cujo resultado é meio questionável.

Muitos falaram da crítica aos ianques, a política dominadora sobre a Coreia e a aceitação covarde do povo, porém, dá a entender é que, os críticos que levantam esses argumentos como pontos principais da película, parecem que não estavam vendo o monstro ou invertendo a intenção da obra. A ideia relevante de “O Hospedeiro” é entreter com mais um filme de monstros, que se difere em nada dos padronizados estadunidenses, nada mal, pois ninguém é obrigado a ser genial o tempo todo. Com certeza existe uma pimentada, que foi proposital, assim como existem em vários outros filmes, mas não passa de papel de parede ou plano de fundo. 

Difícil entender todo esse alvoroço da crítica acrescentando argumentos de plano de fundo à favor dessa obra, que simplesmente não passa de um bom e clichê filme do gênero, para quem gosta do estilo, cuja fórmula ainda produz efeito, “The Host” é uma excelente referência, um “blockbuster” oriental, de agrado ao povão. Destaque para a cena que surge a criatura, espantosa e inesquecível! Tem seus momentos de êxito, entretanto, deixa a desejar.


Em 1° Pessoa (pouco importa):

Esperava muito mais de “O Hospedeiro”, achei que seria aquele suspense sinistro, cujo título dá um pouco a entender, bem ao estilo sul-coreano, Cinema que vem me agradando bastante, por ser ainda mais do Bong Joon-ho, diretor de “Mother”. Inspirou-me é que muitos falaram maravilhas dele, que era uma obra-prima, mistura de gêneros (?), etc. Adorei a cena que a criatura aparece, sem aqueles clichês dos falsos sustos, de forma repentina e arrasadora, porém, não se sustentou e teve forte influência dos modelos Hollywoodianos. Acredito que o Bong quis lucrar e abandonou um pouco a qualidade de sua Escola. Todavia, longe de ser um filme ruim. Antes de ontem assisti “Acacia”, excelente terror de mesma nacionalidade, mau avaliado pela crítica. Enquanto “O Hospedeiro” é superestimado, que triste.
Enfatizo esta crítica, ela só é oposta a minha, mas é um bom comentário de quem gostou do filme: http://cineaocubo.blogspot.com/2009/06/o-hospedeiro-host-2007.html

Resultado: Regular.

26 de out. de 2011

Acacia (2003)

Título Original: Akasia
Ano: 2003
País: Coreia do Sul
Diretor: Ki-Hyeong Park
Gênero: Terror, Suspense
Elenco:
Shim Hye-jin
Jin-geun Kim
Oh-bin Mun
Opinião:
“Akasia” é um filme cujo terror e suspense são grandiosamente contemplativos e familiares, fazendo a quase todo momento um diálogo com o subconsciente e sendo preenchido pelo mesmo com sensações catárticas, interagindo com nossos instintos de tal maneira que, torna-se um trabalho muito austero tentar traduzí-la em palavras. Mas a gente tenta, mesmo balbuciando...

Outro ponto forte da fita é o elenco infantil, capaz de passar como quase nenhum adulto um idílio com o mistério ou algum sentimento parecido que faça essa ligação com as nossas raízes, perfeitamente ilustrada pela árvore Acácia, título da obra. O garoto órfão em uma crise existencial, mesmo através da frieza de seu rosto, deixa revelar sua carência, a necessidade pela sua raiz, buscando compensar isso na arte e em outro detalhe muito curioso, chamando a atenção de todos.

Com o término da película e um pouco de lucubração, podemos chegar a uma ideia de que durante a sua trama não houve eventos sobrenaturais. Entretanto, uma viagem na imaginação traumática das personagens, após um fatídico acontecimento, que é a grande surpresa do filme. Algo a mais foi puro capricho de uma excelente direção, que pega o aglomerado e ao fim exibe o crível, pedaço por pedaço, com requintes de genialidade.


O cinema sul-coreano vem mantendo a sua proposta com mais essa obra de qualidade, que foi injustamente maltratada pela crítica. Diante de tantos enlatados norte-americanos, cuja espécie suspense/terror está ameaçada de extinção, com suas mesmas e ultrapassadas fórmulas; um filme como “Acacia” ser mau recebido assim, ora, não passa de um crime cinéfilo e dos graves.

Resultado: Excelente!

19 de out. de 2011

A Felicidade dos Katakuris (2001)

Título Original: Katakuri-ke no Kôfuku
Ano: 2001
País: Japão
Diretor: Takashi Miike
Gênero: Comédia, Terror, Musical
Elenco:
Kenji Sawada (Masao Katakuri)
Keiko Matsuzaka (Terue Katakuri)
Shinji Takeda (Masayuki Katakuri)
Naomi Nishida (Shizue Katakuri)
Kiyoshiro Imawano (Richâdo Sagawa)
Tetsurô Tanba (Ojîsan Jinpei Katakuri)
Naoto Takenaka (TV Reporter / Singer)
Tamaki Miyazaki (Yurie Katakuri)

Opinião:

É uma experiência incomum assistir “Katakuri-ke no Kôfuku”, esse singular filme alterna entre a comédia, horror, suspense, drama, musical e até animação “Stop-Motion” vai junto, tornando um trabalho totalmente fora dos arquétipos, indefinível. O Cinema Asiático com mais uma de suas excentricidades e o que impressiona também é a forma como a história é tratada, uma obra que consegue ser feia e bonita ao mesmo tempo , feia pelo seu horror “gore” e sinistro, a animação no começo já é a prova, porém, o efeito é paradoxal, pois elevou a qualidade do filme. A beleza dela é a mais patente, com toda certeza, a sua maravilhosa apologia a Felicidade, pois o filme é alegria pura, mesmo nos momentos mais difíceis.


Bastante agradável e revigorante conhecer “The Happiness of the Katakuris”, tanto pela sua bizarrice, comicidade (e põe humor nisso), mordibez (doentia) e também, o que não pode ser esquecido, sua parte musical contagiante; as canções são tão persuasivas que sentimos vontade de rever várias vezes durante a exibição, parecem aqueles desenhos da Disney que as personagens começam a cantar durante as situações do dia-a-dia, só que com uma graça propositalmente tosca e sarcástica, outro grande mérito, funcionando muito bem.

Um filme que com certeza merece ser conferido, mormente aquele que busca por coisas inconvencionais e criativas. Mas é preciso estar preparado, pois gostar ou desgostar geralmente é influenciado por estados emocionais, portanto, nunca veja películas com desorganização interior. Sabedoria pessoal!

Avaliação: Bom à Excelente!

8 de out. de 2011

O Iluminado (1980)

Título Original: The Shining
Ano: 1980
País: EUA
Diretor: Stanley Kubrick
Gênero: Terror, Suspense
Elenco:
Jack Nicholson (Jack Torrance)
Shelley Duvall (Winifred "Wendy" Torrance)
Danny Lloyd (Danny Torrance)
Scatman Crothers (Dick Hallorann)
Barry Nelson (Stuart Ullman)
Philip Stone (Delbert Grady)
Joe Turkel (Lloyd)
Anne Jackson (Doutora)
Tony Burton (Larry Durkin)
Barry Dennen (Bill Watson)

Opinião:
O iluminado mesmo foi o Jack Nicholson com sua performance insana, autodestrutiva e visceral, despertando para um realismo notável de uma pessoa profundamente perturbada e paradoxalmente carismática, sem dúvida, em “O Iluminado”, o Jack brilhou e roubou a cena de todo o elenco.
Shelley Duvall, mesmo bastante exigida e mau recebida pela crítica da época, fez bem o papel de uma mulher frágil e desesperada, sua beleza exótica em momentos de conflito só engrandeceu o filme. O garoto Danny Lloyd é outro que chama bastante atenção, não só pelo rosto angelical, mas também pela característica inocente e dotada que passou perfeitamente (talvez nem tivesse a intenção, pois é qualidade natural de crianças nessa fase, mesmo assim merece destaque, porque atuar não é fácil).
Até o próprio Hotel junto com a maravilhosa trilha sonora parecem ser personagens unidas e separadas em alguns instantes, sentimos que elas “falam” com o espectador e obviamente o cenário conversa com o elenco, bem evidente com o Jack. A música desse filme é grandiosa, hipnotizante, exibindo um genuíno clima tenso de mistério e terror.

Alguns detalhes que talvez incomodem essa obra do Stanley são alguns erros na cena (supostamente propositais), como o do helicóptero e da parte do machado na porta. Outro detalhe, que vai além das filmagens, é a questão racial que pode passar despercebida. CUIDADO, SPOILER: A morte do iluminado negro soou bem incoerente, logo ele que tinha os mesmos talentos do menino e por ser a única morte no filme. Por que justamente um negro? Até o nome da personagem é cômico (Dick = apelido em inglês do órgão sexual masculino). Ou seja, deram um papel importante a ele e depois saciaram o proconceito norte-americano, alimentando o prazer de ver um negro se dá mau. Enfim, foi só uma impressão, pode ser que tenha verdade no fundo.
Total exagero o Framboesa de Ouro de Pior Diretor a Stanley Kubrick, é difícil entender a razão dessa “vitória”, talvez por algumas razões citadas acima. Talvez a revolta do escritor Stephen King motivada pela falta de fidelidade do filme, pesou nas costas do cineasta. Felizmente as críticas pouco surtiram efeito, pois “O Iluminado” se tornou um dos maiores clássicos do Cinema.


Avaliação: Excelente!

3 de out. de 2011

Sede de Sangue (2009)

Título Original: Bakjwi
Ano: 2009
País: Coréia do Sul
Diretor: Park Chan-wook
Gênero: Terror
Elenco:
Kang-ho Song ... Priest Sang-hyeon
Ok-bin Kim ... Tae-ju
Hae-sook Kim ... Lady Ra
Ha-kyun Shin ... Kang-woo
In-hwan Park ... Priest Noh
Dal-su Oh ... Yeong-doo
Young-chang Song ... Seung-dae
Mercedes Cabral ... Evelyn
Eriq Ebouaney ... Immanuel
Hee-jin Choi ... Nurse
Woo-seul-hye Hwang ... Girl with a whistle
Hwa-ryong Lee ... Professor Ku
Mi-ran Ra ... Nurse Yu

Minha Opinião:

Park Chan-wook quase repete o mesmo feito cometido em “Lady Vingança”, começando bem e perdendo ritmo até o final. Acontece que em “Sede de Sangue” essa perca é apenas na metade, recuperando o gosto e nos presenteando com um desfecho digno, marcante e incrivelmente lindo. Lindo mesmo, não apenas pela fotografia, mas também pelo sentido metafórico que a cena transmite.

Ênfase nas atuações que são soberbas de tão artísticas. O cinéfilo visualiza o semblante do elenco e nota como ele leva o trabalho à sério, como é carismático. Há quem pense que os asiáticos são tímidos em assuntos sexuais, essas generalizações são desfeitas nesse bom filme, que impressiona também pela sua sedução encantadora, mesmo sanguinária. O ator Song Kang-ho, além de ter uma fisionomia muito agradável, trabalha com maestria (excelente também em Mr. Vingança), destaque igualmente para a Kim Ok-vin, fazendo uma reviravolta marcante nesse longa, como uma menina inocente no início e ultra-perversa no final, o efeito é grande que a gente torce para que ela morra de maneira bem trágica.

Opiniões variam muito em filmes, corroborando que não existe uma verdade exata sobre o resultado de uma produção (talvez nem na vida), mas a verdade de cada um que assiste e tira suas conclusões.

Park Chan-wook tem um estilo único em seu Cinema e geralmente a sua malícia, sua maldade, seu sarcasmo é bem patente no final, nos mostrando uma obra longe dos clichês.

26 de set. de 2011

A Órfã (2009)

Título Original: Orphan
Ano: 2009
País: Canadá, França, Alemanha, EUA
Diretor: Jaume Collet-Serra
Gênero: Terror, Suspense
Elenco: Vera Farmiga, Peter Sarsgaard, Isabelle Fuhrman, CCH Pounder

Minha Opinião:
Um bom filme de terror / suspense, merecendo acessibilidade e respeito. Tem clichês? Sim, lógico; é até difícil encontrar algo 0% clichê, acho que isso estar até quase em extinção. Em meu modo de ver, o que mais me marcou nesse filme foi a atuação do elenco infantil, as crianças são as grandes protagonistas nesse longa, deixando os adultos em 2° plano, mormente com o talento evidente da Isabelle Furhman, que é a principal personagem das principais personagens em “Orphan”. Destaco também a Aryana Engineer, a surda-muda, passando um realismo plausível de uma criança pacata, ingênua, frágil; o olhar de medo que ela fazia para a Esther era algo de muita comoção. Também fiquei sabendo que ela é deficiente auditiva na vida real. 






Alguns reclamaram do gênero, por ter pouco terror (ou nenhum), dando maior ênfase ao suspense. Mas a ideia que tenho de terror é que filmes com esse gênero não precisam necessariamente ter eventos sobrenaturais ou de monstros, porém, que exponha a maldade (talvez um pouco maniqueísta) pertubadora, chocante. E esses quesitos existem claramente em “A Órfã”, junto com o suspense da identidade da “garota”. Por essas razões, acredito que “A Órfã” teve mais terror que suspense, acho até que o suspense desse filme não é tão forte, pois tem uma história muito simplória, pesando mais para a crueldade, o final que engana mais para o suspense; de toda forma, é uma obra muito bem equilibrada e dirigida; com um bom diferencial.