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26 de out. de 2011

Acacia (2003)

Título Original: Akasia
Ano: 2003
País: Coreia do Sul
Diretor: Ki-Hyeong Park
Gênero: Terror, Suspense
Elenco:
Shim Hye-jin
Jin-geun Kim
Oh-bin Mun
Opinião:
“Akasia” é um filme cujo terror e suspense são grandiosamente contemplativos e familiares, fazendo a quase todo momento um diálogo com o subconsciente e sendo preenchido pelo mesmo com sensações catárticas, interagindo com nossos instintos de tal maneira que, torna-se um trabalho muito austero tentar traduzí-la em palavras. Mas a gente tenta, mesmo balbuciando...

Outro ponto forte da fita é o elenco infantil, capaz de passar como quase nenhum adulto um idílio com o mistério ou algum sentimento parecido que faça essa ligação com as nossas raízes, perfeitamente ilustrada pela árvore Acácia, título da obra. O garoto órfão em uma crise existencial, mesmo através da frieza de seu rosto, deixa revelar sua carência, a necessidade pela sua raiz, buscando compensar isso na arte e em outro detalhe muito curioso, chamando a atenção de todos.

Com o término da película e um pouco de lucubração, podemos chegar a uma ideia de que durante a sua trama não houve eventos sobrenaturais. Entretanto, uma viagem na imaginação traumática das personagens, após um fatídico acontecimento, que é a grande surpresa do filme. Algo a mais foi puro capricho de uma excelente direção, que pega o aglomerado e ao fim exibe o crível, pedaço por pedaço, com requintes de genialidade.


O cinema sul-coreano vem mantendo a sua proposta com mais essa obra de qualidade, que foi injustamente maltratada pela crítica. Diante de tantos enlatados norte-americanos, cuja espécie suspense/terror está ameaçada de extinção, com suas mesmas e ultrapassadas fórmulas; um filme como “Acacia” ser mau recebido assim, ora, não passa de um crime cinéfilo e dos graves.

Resultado: Excelente!

28 de set. de 2011

Brown Bunny (2003)

Título Original: The Brown Bunny
Ano: 2003
País: EUA
Diretor: Vincent Gallo
Gênero: Drama
Elenco: Vincent Gallo, Chlöe Sevigny, Anna Vareschi, Cheryl Tiegs, Elizabeth Blake, Mary Morasky

Minha Opinião:
Regular, mas que pode ser apreciado ou odiado. Com experiência, nota-se que, qualquer filme por pior que seja, sempre terá alguém que gostará, porque de alguma forma, mexeu com o “pessoal” desse alguém, tirando algo de marcante do filme (mesmo que sejam meros detathes).
Ao assistir “The Brown Bunny” o espectador percebe de primeira, pela fotografia, longas cenas sem cortes, poucos “closes”, poucas falas, músicas às vezes alheias ao momento e em outras vezes bem cadenciadas, que é um filme que não se importa muito com ele, pouco importa o espectador aqui, é do tipo “me assista se quiser”, inexplicavelmente o egocentrismo do Diretor se sobressai na tela, como se fosse um trabalho feito para ele mesmo, pensando em primeiro lugar no agrado dele. Essa impressão é bem confirmada com as curiosidades de “Brown Bunny”.
Apesar de tudo isso, incrivelmente o filme consegue agradar, é preciso estar em um bom momento e tolerante para sentir a missiva dele, sobre a desesperada fuga do passado e tentativa de expiação dos erros que cometeu, mas tudo isso só é revelado no final. Inclusive esse final foi o responsável pela enorme polêmica e o deixou marcado na história dos filmes controversos, a atriz Chlöe Sevigny faz sexo oral de verdade, e explícito.

Alguns não gostam, mas são de fato admiráveis profissionais que são capazes de atitudes assim pela carreira que amam, seja emagrecer ao extremo, beijar outro homem etc. É prova real de dedicação ao que fazem, mesmo fazendo pela polêmica e o destaque. Filmes como “Shortbus”, “A Pervertida” e esse, mesmo com todo o teor sexual, não dão para interpretá-los como produções pornográficas, mesmo a Chlöe Sevigny naquela cena, não dá para compará-la a uma atriz pornô, em nada suja a imagem dela, pelo contrário, pode até engrandecer.
O final com certeza foi um presente, não é todo dia que se ver atriz famosa se expondo assim.

Resultado: Regular à Bom.

26 de set. de 2011

Primavera, Verão, Outono, Inverno e... Primavera (2003)

Título Original: Bom Yeorum Gaeul Gyeoul Geurigo Bom
Ano: 2003
País: Coréia do Sul
Diretor: Kim Ki-Duk
Gênero: Drama
Elenco: Oh Yeong-Su, Kim Ki-Duk, Kim Young-Mim, Seo Jae-Kyeong

Minha Opinião:
Simplesmente um dos melhores filmes que já vi, em outro momento faço uma análise melhor.

Avaliação: Maravilhoso!

Old Boy (2003)

Título Original: Oldboy
Ano: 2003
País: Coréia do Sul
Diretor: Park Chan-wook
Gênero: Suspense
Elenco: Choi Min-sik, Yoo Ji-tae, Gang Hye-jung, Chi Dae-han

Minha Opinião:
Uma grande engenharia cinematográfica, brutal, emocionante, excelente em todos os sentidos. Um filme que beira a perfeição! Digno de entrar para a lista de favoritos de qualquer cinéfilo.
À princípio, quando vi as primeiras imagens de “Old Boy”, geralmente o Oh Dae-su com o cabelo mau tratado e um sorriso assustador (ver imagem abaixo), como também a cena que ele devora uma criatura viva, achava que o tema principal do filme a ser tratado seria a loucura, a alucinação; assim como o título, “velho garoto” com sérios problemas de cabeça. Sei que foi cômico isso que achei, aliás, quem souber de filmes com essa temática, por favor, me avise.
De toda forma, mesmo que o Oh Dae-su não fosse um doente mental como pensei, a obra me surpreendeu em tudo, em tudo mesmo, acho que nunca vi tanta maestria e uma direção tão confiante. Não há como negar, “Old Boy” é uma obra-prima, um filme genial.
Já vi toda a Trilogia da Vingança de Park Chan-Wook e como a maioria acho que "Lady Vingança" ficou aquém dos anteriores. Outros também disseram que “Mr. Vingança” é mais complexo que “Old Boy”, porém, não achei isso. “Simpatia Pelo Sr. Vingança” é maravilhoso, mas esse é mais complicado, tive que fazer um grande esforço para não ficar perdido e mesmo assim fiquei um pouco, nada grave, uma revisada dará o recado.
Esse filme mexeu comigo e não consigo pensar que foi só uma simples história de vingança, em minha opinião, “Old Boy” vai além, mesmo que alguns não concordem comigo. Recomendo.

Resultado: Excelente!

21 Gramas (2003)

Título Original: 21 Grams
Ano: 2003
País: EUA
Diretor: Alejandro González-Iñárritu
Gênero: Drama
Elenco: Sean Penn, Benicio Del Toro, Naomi Watts, Charlotte Gainsbourg, Danny Huston

Minha Opinião:
Assisti ao filme achando que era do Steven Soderbegh, mas foi só um erro por ler informações do Benicio del Toro. Pelo título do filme e pelos rápidos comentários que lia de ser um filme perturbador, achava que seria mais um de viciados, algo tipo 21 gramas de maconha, 21 gramas de pó (como se algum drogado fosse consumir apenas 21 gramas, rsrs!!), todavia, não é bem assim, embora tenham dependentes químicos, não chegam a serem o foco principal. Enfim, a obra foi tudo aquilo que esperei: Surpreendente. Estranhei o abuso dos cortes não lineares, via um ator fazendo uma personagem e já em outra cena estava fazendo uma diferente; fiquei ligado nisso e tentando encontrar um propósito, até cheguei a pensar que eram personagens distintos interpretadas pelos mesmos artistas (de alguma forma chegam até serem, para mostrar como as pessoas podem mudar no decorrer de suas vidas), mas eram os mesmos papéis em fases distantes ou próximas. 
Naomi Watts e Sean Penn

Charlotte Gainsbourg e Sean Penn 
É perigoso fazer película nesse estilo pois aparenta que tudo estar fora de ordem e pode soar provocativo ao espectador, como fazer algo propositalmente complicado para demonstrar intectualismo, um truque para enganar. Apesar de tudo isso, não achei que “21 Gramas” aproveitou esses recursos para parecer ser o que não é, muito pelo contrário, foi genial a forma como foi contada a história, tentando ser fiel a complexidade e beleza dos mistérios da vida. Porém, Cinema é uma coisa engraçada, ou melhor, a crítica de filmes é algo cômico: Se é simples, é pipocão; se é complicado, é desnecessário ou pretensioso.
Alguns disseram que o Sean Penn estar melhor nesse que em “Sobre Meninos e Lobos”, também acho o mesmo; “21 Gramas” exigiu mais de seu talento. Benicio del Toro e Naomi Watts dão um SHOW!

Voltando ao assunto linearidade, embora eu tenha adorado esse recurso, concordo que deve incomodar alguns principalmente pela impressão de não ser necessário, mas eu gostei, me deixou atento. O final é grandioso, é epifânico.
“21 Gramas” é um filme de respeito e RECOMENDO muito, entretanto, nada convencional.