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19 de nov. de 2011

Um Olhar do Paraíso (2009)

Título Original: The Lovely Bones
País: EUA
Ano: 2009
Diretor: Peter Jackson
Gênero: Drama, Fantasia
Elenco:
Stanley Tucci (George Harvey)
Saoirse Ronan (Susie Salmon)
Mark Wahlberg (Jack Salmon)
Rachel Weisz (Abigail Salmon)
Susan Sarandon (Grandma Lynn)


Opinião:

  Belíssimo!

  Uma odisséia deslumbrante em um mundo de maravilhas, que nos leva à reflexões etéreas, nos projetando à uma outra compreensão e o resultado é um sentimento profundo de paz. O oxigênio do filme é muito agradável de respirar, a edição competente e entretida nos permite uma contemplação sem esforços, uma obra que já nos entrega tudo de maneira esperta, basta a gente se acomodar e sentir todo o encantamento que nos apresenta. Outra sacada interessante é o poder de nos causar tensão, o suspense nos atinge mesmo sabendo de tudo que vai acontecer. A cena que a Susie narra momentos antes de sua morte constrói camada por camada, nos permitindo admirar cada detalhe. Coisa também chamativa no longa, é tratar a morte como algo despercebido, a pessoa não sabe ou aceita que morreu, lógico, a argumentação considera a possibilidade de existir vida após a falência.


  Stanley Tucci em uma performance BRILHANTE, até mais que os hipnóticos olhos da Saoirse Ronan. Muito merecida a indicação ao Oscar como Melhor Ator Coadjuvante, uma atuação sem muitas palavras, deixando apenas os gestos e olhares ganharem atmosfera, acreditem: DIVERTE MUITO! Apesar de tudo, “Um Olhar do Paraíso” recebeu algumas críticas pesadas, canalizadas mais na direção do Peter Jackson (Trilogia: O Senhor dos Anéis), dizendo que ficou artificial, clichê, abusando de belas imagens apenas para emocionar e sem respeitar o conteúdo, estropícios que não vi gravidade nessa linda película. Tiveram sim alguns momentos para se observar com um pé atrás, como o corte do clima sereno para introduzir, desnecessariamente, faixas de humor com músicas inconvenientes, que não condizem muito com a proposta. SPOILER: Acrescentando também o fato de inúmeros e espalhados filmes de fotografias da Susie, “coincidentemente” o último filme que resta é o que “revelará” (sem cabimento) o assassino da menina, ficou algo meio forçado, mas tudo bem.

  Enfim, um excelente filme que proporciona emoção, SHOW de imagens, tensão e humor negro em perfeita representação pelo Stanley Tucci, só por esse ator já vale uma conferida.

Resultado: Bom à Excelente!

15 de out. de 2011

A Bela e a Fera (1991)

Título Original: Beauty and the Beast
Ano: 1991
País: EUA
Diretores: Gary Trousdale, Kirk Wise
Gênero: Animação, Romance, Fantasia
Elenco:
Paige O'Hara (Bela)
Bobby Benson (Fera)
Richard White (Gaston)
Jerry Orbach (Lumiere)
David Ogden Stiers (Cogsworth / Narrador)
Angela Lansbury (Sra. Potts)
Bradley Pierce (Chip)
Rex Everhart (Maurice)
Jesse Corti (LeFou)
Hal Smith (Philippe)
Jo Anne Worley (Wardrobe)
Mary Kay Bergman (Bimbette)


Opinião:

“A Bela e a Fera” inaugurou bem a indicação ao Oscar de Melhor Filme para uma animação, pois foi o primeiro desenho a conseguir essa façanha. Quem assiste realmente entende o porque.
Clássico por vários motivos, o primeiro deles é devido a sua qualidade, a performance musical, capaz de marcar uma geração, e realmente marcou. Destaque enorme para a belíssima trilha composta por Alan Menken e Howard Ashman, cujo nome é o próprio título dessa primorosa pérola, uma obra-prima.

O Mundo Fantasia de “Beauty and the Beast” é grandioso de tão envolvente, uma enorme sensação de conforto e paz é encontrada ali, o clima sombrio, romântico, luz de vela, mistério, é de uma sensibilidade singular (dá uma boa vontade de ver em uma noite fria, no escuro do quarto e tomando um café bem quente. Possivelmente a maioria sente o mesmo).

Voltando a parte da sequência musical, talvez o que deixou a desejar foi a nova versão que ingressaram ao filme, chamada “Humano Outra Vez”. Bem patente que ficou aquém do produto original, tanto a canção como a coreografia, totalmente desnecessário esse acréscimo, tirou um pouco do brilho, porém, nada grave. Sem contar que essas animações da Disney são caçadas pelos fanáticos religiosos, dizendo que são obras de Satanás: Amam o mal e odeiam quem quer matar o mal.

Emocionante!

Enfim, “A Bela e a Fera” é um dos melhores trabalhos em animação já produzidos, recomendado para todas as crianças. Para quem não gosta de filmes dublados, deve reconhecer que nesses casos a dublagem é bem-vinda, pois as crianças ainda precisam do idioma familiar para construírem sentimentos, além delas ainda não terem habilidade de ler rápido. Repetindo: nesses casos a dublagem torna-se algo necessário e oficial. Entretanto, cinéfilo adulto ainda vendo filme dublado, oras, ainda faltas profissionalismo (Risos! Brincadeira!). 

Avaliação: Excelente.

Este vídeo é interessante porque tem todas as versões mais populares da música tema. Vale à pena conferir: