29 de set. de 2011

Casa Vazia (2004)


Título Original: Bin-jip / 3-Iron
Ano: 2004
País: Coréia do Sul
Diretor: Kim Ki-Duk
Gênero: Drama
Elenco: Lee Seung-Yeon, Lee Hyun-Kyoon, Kwon Hyuk-Ho, Ju Jin-Mo

Resultado: Excelente!

Shortbus (2006)

Título Original: Shortbus
Ano: 2006
País: EUA
Diretor: John Cameron Mitchell
Gênero: Drama
Elenco: Sook-Yin Lee, Paul Dawson, Lindsay Beamish, PJ DeBoy

Minha Opinião:

Confesso que não esperava muito de “Shortbus” no sentido drama, pelas imagens, achava que seria um filme com muita pornografia e pouco conteúdo. Entretanto, não foi isso que vi e senti no filme. De fato, sexo explícito demais para o senso comum que aprecia Cinema e muitas vezes a obra pode ser apresentada como polêmica, asquerosa, apelativa e de mau-gosto. Inclusive cenas de sexo homossexuais que podem causar repulsa aos espectadores. “Shortbus” apesar de tudo, não despreza nem um pouco o drama, chega a ter certo peso e emociona, pode até influenciar a tolerância e despudor sexual. Como o próprio diretor dessa obra disse: “A intenção da pornografia é estimular. Aqui tentamos dá valor a vida emocional das personagens. A pornografia desmoralizou o sexo!” Enfim, achei “Shortbus” um filme fantástico, só um pouco antes do final que ficou estranho. Recomendo.

Resultado: Bom.


A Pervertida (2000)

Título Original: Trasgredire
Ano: 2000
País: Itália
Diretor: Tinto Brass
Gênero: Erótico
Elenco: 
Yuliya Mayarchuk (Carla)
Jarno Berardi (Matteo)
Francesca Nunzi (Moira)
Max Parodi (Marion)
Mauro Lorenz (Bernard)
Leila Carli (Nina)
Vittorio Attene (Luca)

Minha Opinião:


Primeiro filme do Tinto Brass que assisto e já me torno um dos muitos admiradores desse polêmico cineasta. “A Pervertida” é um filme dos sonhos, não pelo enredo ou atuação, mas pelo erotismo extremamente vulgar (não sujo) para uma obra de cinema. Chegam a serem lindas as cenas de amor acompanhadas por uma trilha envolvente, não nos fazem chorar, todavia, bem contemplativas; principalmente a cena da praia. Filme muito simples, bastante audacioso, corajoso e desconcertante. Pelo gênero, eu RECOMENDO.

Resultado: Bom.

As Colegiais se Divertem (1986)

Título Original: Las Colegialas se Divierten
Ano: 1986
País: Argentina
Diretor: Fernando Siro
Gênero: Erótico
Elenco: Juan Carlos Altavista, Santiago Bal, Carmen Barbieri, Susana Traverso, Guillermo Francella

Minha Opinião:

Não recomendo! Não tenho muita experiência no gênero Comédia Erótica, mas de todos os filmes que já assistir, esse foi o mais obtuso. Olhando pela capa dessa obra argentina, o filme parece ser mais do que ele é. Película superficial e nem agrada muito nos momentos excitantes. Com a música de fundo, parece que estamos assistindo ao seriado do Chaves ou Chapolin. Reconheço a ousadia que esse filme aborda, pois é polêmico. Deve ter sido um abalo nos anos 80. É risível em algumas partes. Entretanto, não me conquistou.

Resultado: Regular.

28 de set. de 2011

Brown Bunny (2003)

Título Original: The Brown Bunny
Ano: 2003
País: EUA
Diretor: Vincent Gallo
Gênero: Drama
Elenco: Vincent Gallo, Chlöe Sevigny, Anna Vareschi, Cheryl Tiegs, Elizabeth Blake, Mary Morasky

Minha Opinião:
Regular, mas que pode ser apreciado ou odiado. Com experiência, nota-se que, qualquer filme por pior que seja, sempre terá alguém que gostará, porque de alguma forma, mexeu com o “pessoal” desse alguém, tirando algo de marcante do filme (mesmo que sejam meros detathes).
Ao assistir “The Brown Bunny” o espectador percebe de primeira, pela fotografia, longas cenas sem cortes, poucos “closes”, poucas falas, músicas às vezes alheias ao momento e em outras vezes bem cadenciadas, que é um filme que não se importa muito com ele, pouco importa o espectador aqui, é do tipo “me assista se quiser”, inexplicavelmente o egocentrismo do Diretor se sobressai na tela, como se fosse um trabalho feito para ele mesmo, pensando em primeiro lugar no agrado dele. Essa impressão é bem confirmada com as curiosidades de “Brown Bunny”.
Apesar de tudo isso, incrivelmente o filme consegue agradar, é preciso estar em um bom momento e tolerante para sentir a missiva dele, sobre a desesperada fuga do passado e tentativa de expiação dos erros que cometeu, mas tudo isso só é revelado no final. Inclusive esse final foi o responsável pela enorme polêmica e o deixou marcado na história dos filmes controversos, a atriz Chlöe Sevigny faz sexo oral de verdade, e explícito.

Alguns não gostam, mas são de fato admiráveis profissionais que são capazes de atitudes assim pela carreira que amam, seja emagrecer ao extremo, beijar outro homem etc. É prova real de dedicação ao que fazem, mesmo fazendo pela polêmica e o destaque. Filmes como “Shortbus”, “A Pervertida” e esse, mesmo com todo o teor sexual, não dão para interpretá-los como produções pornográficas, mesmo a Chlöe Sevigny naquela cena, não dá para compará-la a uma atriz pornô, em nada suja a imagem dela, pelo contrário, pode até engrandecer.
O final com certeza foi um presente, não é todo dia que se ver atriz famosa se expondo assim.

Resultado: Regular à Bom.

26 de set. de 2011

Vergonha (1968)

Título Original: Skammen
Ano: 1968
País: Suécia
Diretor: Ingmar Bergman
Gênero: Drama
Elenco: 
Liv Ullmann - Eva Rosenberg 
Max von Sydow - Jan Rosenberg
Sigge Fürst - Filip
Gunnar Björnstrand - Coronel Jacobi 
Birgitta Valberg - A Sra. Jacobi
Hans Alfredson – Lobelius 

Minha Opinião:
Esperava muito mais desse filme, ele começou bem mas foi me desagradando pouco à pouco, uma frustração parecida com a obra "Stalker", já comentado aqui no Blog. Em outro momento faço uma crítica mais detalhada.

Resultado: Regular.






Stalker (1979)

Título Original: Stalker
Ano: 1979
País: União Soviética
Diretor: Andrei Tarkovski
Gênero: Ficção Científica, Suspense
Elenco:
Anatoli Solonitsyn - Escritor
Nikolai Grinko - Cientista
Aleksandr Kajdanovsky - Stalker
Alisa Frejndlikh - Esposa do Stalker
Natasha Abramova - Martha, Filha do Stalker

Minha Opinião:
Um filme regular que exige bastante atenção e paciência do espectador, mas deve-se concordar que aborda temas ecumênicos e que devem ser levados à sério, como a ciência, arte e a fé, principalmente a fé, que de alguma forma é muito tocante. Mas a forma como é trabalhado (mesmo deixando transparecer uma Direção segura) é lenta e cansativa, o cinéfilo precisa estar em alta para admirar essa obra. 




Até mesmo quem esteja em alta tem possibilidade de não gostar de “Stalker”, um filme que é muito aclamado e não sendo tudo isso, se ele é tudo isso, veio da cabeça de quem “viajou” com o filme. No quesito “viagem”, esse trabalho de Andrei Tarkovski cumpre bem a proposta, a sensação de mistério de um lugar desconhecido é bem patente e causa arrepios em algumas cenas, imagens bem fundidas com uma trilha musical melhor ainda, de grande relevância e que merece destaque. Porém, abusa demais desses recursos de “silêncio” e perde o combustível para continuar a “viagem”.
É meio difícil compreender porque “Stalker” é considerado uma “obra-prima” pela maioria.

Avaliação: Regular.