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6 de out. de 2011

O Arco (2005)

Título Original: Hwal
Ano: 2005
País: Coréia do Sul, Japão
Diretor: Kim Ki-duk.
Gênero: Drama
Elenco: Seong Hwan Jeon, Yeo-reum Han, Si-jeok Seo

Opinião:

Aos que não viram, podem ler esta crítica à vontade, pois não contém “Spoiler”.

Vejam “Hwal” sem ler a sinopse, a surpresa será maior. 

Kim Ki-duk e seus filmes distintos, estranhos e poéticos. “O Arco” é ousado, corajoso, desconcertante, incômodo, bizarro e a pessoa que assiste sente esse peso nas próprias costas, não pelas cenas fortes, porém, pelo tema que é tratado, ainda mais na atualidade que casos do tipo estão ocorrendo com frequência. O grande mérito do longa é a capacidade extrema de provocar essas sensações.

Só não é considerado o teor muito controverso porque o Kim sabe fazer filme com muita beleza e sensibilidade, um exercício musical e de poesia, um “cinema-arte” tocante. A trilha sonora, como já foi destacada pelos críticos, tem uma fusão despadronizada e arrepiante com as cenas, elevando ainda mais os sentimentos.


O desenrolar da história é de um total anticlímax, a gente deseja profundamente uma reconciliação heróica por parte do senhor homem, todavia, percebemos a pura realidade de um filme fora dos arquétipos, que possivelmente isso não aconteça, que possivelmente não nos agrade em termos de ideologia, mas nunca em termos cinematográficos, porque tudo é feito com muita dignidade e com massacrante diferencial.


A marca registrada do Kim é a sua fuga do tradicional, seu Cinema de Vanguarda é contraditório, quase nunca chega a um resultado esperado ou típico (desagradando muita gente, mas os que conquista, tornam-se leais seguidores), algumas cenas podem parecer desregradas ou exageradas, mesclando a realidade com o mítico, tornando o resultado inclassificável e surreal. Coisa de gênio! O seu Cinema chega próximo da missiva mágica (ou sobrenatural) da vida, batendo de frente com nossas afirmações céticas, científicas ou limitadas, sobre aquilo existir ou não, gerando um “nonsense” gritante, beirando do simples ao absurdo e resultando num dos trabalhos mais lindos já feitos.


26 de set. de 2011

Lady Vingança (2005)

Título Original: Chinjeolhan Geumjasshi
Ano: 2005
País: Coréia do Sul
Diretor: Park Chan-wook
Gênero: Ação, Drama
Elenco: Choi Min-Sik, Go Su-Hee, Kim Bu-Seon, Kim Byeong-Ok


Minha Opinião: 

Um bom filme que vale a pena ser conferido, até por respeito ao trabalho de Park Chan-wook. Mas é quase inevitável fazer a comparação com os outros anteriores da trilogia, mesmo não tendo conexão histórica, tendo em comum só o tema. “Lady Vingança” tem um excelente enredo, porém, quem já viu os primeiros da revanche, sentirá falta de um ingrediente de muita importância. Os anteriores, mormente “Old Boy”, acertarem em cheio na lapidez, prendendo a atenção e não deixando cair na monotonia, “Lady Vingança” parece não usar esse recurso, parece engraçado, mas dá à sensação que trata-se de um filme com clima pós-guerra, um drama de passos lentos, não que seja desinteressante, entretanto, a sedução (embora feminina) fica bem aquém. Nesse filme só faltou mesmo a lapidez, pois o restante é excelente. 


Pergunta: Por que “Lady Vingança” ficou tão distinto dos outros da trilogia? Seria a vingança feminina? Que elas agiriam de maneira menos brutal e ao mesmo tempo mais doce, com mais rosas, com mais sensibilidade? Ficaria menos realista se criasse a imagem de mulher brutal, monstruosa, feia ou aquela que nunca perde a beleza e paradoxalmente destruída por dentro? Deveria ter uma "pintada" de "Old Girl". Porém, é mil vezes melhor que certas produções por aí, é só um "menor" do Park. Também perdeu um pouco do dinamismo. Vejam...